sábado, 20 de junho de 2009

VI OS AMANTES


A carta dos Amantes ou Namorados ou Enamorados, é o sexto Arcano Maior do Tarot e é uma carta dupla: pode representar um homem dividido entre duas mulheres, mas também pode representar simplesmente um casal. A carta remete para uma escolha, também pode simbolizar "o pecado". Tem o número VI e a letra hebraica VAU.

Simbologia:

Resumidamente, a carta significa amor, atracção, dúvida, indecisão, relacionamento afectivo, dualidade, duplicidade, união de opostos, caminhos a escolher.

Mensagem:

É um momento propício para tomar decisões. Há barreiras que devem ser ultrapassadas.

V O PAPA


O Papa ou O Hierofante é o quinto Arcano Maior do baralho do Tarot. É um homem com mais ou menos 60 anos, um sacerdote da alta hierarquia, um dirigente espiritual. Esta carta tem o número V e a letra hebraica HE.

Simbologia:

O Papa representa o domínio sobre a religião, a filosofia e a espiritualidade.

O Papa representa sempre pessoas que são mais religiosas do que materialistas.

Quando este arcano aparece, ele confirma que tudo será resolvido de forma amigável, procurando encontrar sempre um acordo para determinada situação.

Em caso de separação, o Papa representa uma reconciliação, ainda se não for casado, a aparição do Papa oficializa uma união. Esta carta trás Paz, Moderação, Actos Reflectidos e bem organizados, aconselha a pensar e não ser demasiado materialista.

Mensagem:

Trás consigo o poder da fé e da meditação e a sua mensagem é "Ajuda-te a ti próprio e o Céu ajudar-te-á".

IV O IMPERADOR


O Imperador é o quarto Arcano Maior do baralho do Tarot. Representa um homem com mais ou menos 45 anos, um guerreiro forte e governante absouto. É duro, inflexível e rico. A carta tem o número IV e a letra hebraica DALETH.

Simbologia:

O Imperador gosta de planear, colocar em prática seus planos mais audaciosos e depois controla-os e comanda as pessoas em função das suas conquistas materiais. Com o Imperador, temos a certeza de possuir condições para concretizarmos tudo o que queremos, pois temos as condições materiais, estruturais e financeiras para a concretização. Para além disso, este período será de segurança e estabilidade com isso proporcionando-nos uma satisfação interior muito grande.

O Imperador tem que tomar cuidado para não ser presa do arcano maior quinze o Diabo, isto é, querer conquistar, conquistar sem ter limites. Ora, se isto acontecer mais cedo ou mais tarde ele alcançará a Torre e terá que "se" reconstruir novamente.

Esta carta pode também significar um homem de posição, no jogo de uma mulher, se a pergunta estiver relacionada com o lado sentimental.

O Imperador pode significar um homem que tem ou terá importância na sua vida.

Mal acompanhada (cartas de conotação má) pode significar assédio de um homem casado, ciúmes excessivos, ditadura, uma figura paternal ou um marido demasiado inflexível e não muito simpático.

III A IMPERATRIZ


A Imperatriz é o terceiro arcano maior do Tarot de Marselha. Representa uma mulher na casa dos 30 anos, bonita, elegante e sedutora. Em alguns baralhos, a Imperatriz aparece grávida. Esta carta tem o número III e a letra hebraica GIMEL.

Simbologia:

A imperatriz mostra-nos o poder da beleza e da riqueza.

É um arcano de realização, tanto que tem na sua mão o ceptro do poder, mas também tem um escudo para se proteger, pois na posição em que se encontra, não pode confiar em muitos. É uma imperatriz que cuida da sua aparência e guarda as suas posses. Em alguns baralhos, aparece grávida, o que significa que há uma preparação, há um processo que ainda não está concluído. O seu reino é a razão e a comunicação, completa a Sacerdotisa. Não aceita seguir só a intuição e a emoção, que já possui, uma vez que tem a lua a seus pés. Há nela um pouco de arrogância ou orgulho pelas conquistas já feitas. Pode ter uma serpente e um baú de jóias de cada lado, simbolizando, respectivamente, a sabedoria e a riqueza.
Na caminhada espiritual, este arcano indica o ponto da caminhada, onde os assuntos materiais se podem sobrepor aos anseios da alma, levando o peregrino a tratar de assuntos práticos antes de poder continuar o seu caminho.

Mensagem:

Neste momento, as conquistas estão favorecidas.
É um momento de muita força e muita sorte.

II A SACERDOTISA


A Sacerdotisa, também chamada de Papisa nos tarots clássicos, é o segundo arcano maior do tarot. É, geralmente, representada pela imagem de uma mulher da casa dos 40 anos, vestida com trajes papais ou cerimoniais. Simboliza uma figura materna, grande detentora de conhecimento, mas que precisa protegê-lo de influências. Esta carta tem o número II e a letra hebraica Beth ou Guimel dependendo do tipo de tarot ou escola esotérica, que está ligada à Papisa.

Simbologia:

A papisa ou sacerdotisa, nos tarôs modernos simboliza o sabedoria, o conhecimento, a intuição, o crescimento, a gestação, a nutrição da alma e do corpo.
Nos clássicos fala daquilo que está escondido, de assuntos secretos que não podem vir ao de cima para que a situação se mantenha na mesma, ou que precisem vir ao de cima para que a situação possa evoluir.
Os pilares reafirmam a dualidade expressa pelo número dois da Suma Sacerdotisa. Sua essência é o paradoxo.
  • A sacerdotisa segura na mão direita, o símbolo da sabedoria, um pergaminho.


  • Na mão esquerda, a Sacerdotisa tem espigas de trigo, símbolo do alimento que distribui generosamente.


  • A lua sobre a sua cabeça remete para a intuição, um dom que lhe pertence.


  • Tem um gato a seus pés, antigo símbolo da magia.


  • Ela lembra uma mãe, mas também o poder fertilizante da mulher. Tudo o que ela planta, dá frutos.

Nos tarots clássicos, a figura aparece sempre como uma Papisa. Intimamente ligada aos populares dizeres medievais sobre a existência da Papisa Joana - o Antipapa João VIII, que foi papa de Roma por 2 anos entre 852 e 855, sendo deposto após ser descoberto se tratar de uma mulher disfarçada.


Nos tarots clássicos, a carta fala não só de astúcia e inteligência, mas também de embuste, tanto em um aspecto positivo (de adaptação) como em um aspecto negativo (de sublimação) - principalmente quando está acompanhada de cartas como o 7 de copas ou A Lua.

Mensagem:


Siga a sua intuição ou atenção aquilo que está velado.

I O MAGO


O Mago, o primeiro arcano maior do Tarot, é um arquétipo representado na carta por um adolescente, que tem um longo caminho a percorrer. Normalmente, tem sobre a sua cabeça o símbolo do infinito, dadas as inúmeras possibilidades e oportunidades que tem à sua frente. Esta carta tem o número I e a letra hebraica Aleph.

Simbologia:

Segundo os estudiosos do Tarot, a carta do Mago dá início à caminhada espiritual. Indica sempre que algo novo está a começar. Tem uma mesa à sua frente, onde se podem ver quatro objectos simbólicos: uma taça, um punhal, um pergaminho e uma moeda, que pode ter a imagem do pentagrama. Parece que precisa de ajuda superior para tomar uma decisão e por isso ergue um pequeno bastão para o alto, captando energia e dirigindo-a para baixo, com a outra mão. É como se ele fosse o elo entre as energias divinas e o mundo material, mas precisa de ajuda porque ainda é um aprendiz.


  • O punhal é o simbolo da luta, da energia sexual, do poder e da vitória.

  • A moeda é o simbolo do mundo material, dos bens e do dinheiro.

  • O pergaminho é a inteligência, o estudo, a espiritualidade.

  • A taça, por sua vez, simboliza as emoções, o amor, o coração, a sensibilidade.

  • O bastão é o simbolo da vontade e da sabedoria.

Na caminhada espiritual, o Mago representa o ponto de partida e a necessidade de fazer uma canalização de vibrações superiores para poder realizar uma evolução. A carta representa o poder da mente em direccionar um projecto com mestria, concentrando esforços e inteligência para um determinado fim. Representa também a concentração sem esforço, pois trabalha e cria com naturalidade e espontaneidade.

Origens do Tarot...


As cartas de Tarot surgiram entre os séculos XV e XVI, e foram criadas para um jogo de mesmo nome, que era jogado pelos nobres e pelos senhores das casas mais tradicionais da Europa continental.


A primeira grande publicidade acerca do uso divinatório do tarot veio de um ocultista francês chamado Alliette, sob o pseudónimo de "Etteilla" (o nome escrito ao contrário), que actuou como vidente e cartomante logo após a Revolução Francesa.
Etteilla desenhou o primeiro baralho esotérico, adicionando atributos astrológicos e motivos "egípcios" a várias cartas, elementos alterados do Tarot de Marselha, e incluíndo textos com significados divinatórios escritos nas cartas. Mais tarde, Mademoiselle Marie-Anne Le Normand popularizou a divinação durante o reinado de Napoleão I, pela influência que exercia sobre Josefina de Beauharnais, primeira esposa do monarca. Contudo, ela não usava o tarot típico.
Mais tarde, as cartas de tarot são associadas ao misticismo e à magia. Naquela altura, o tarot não foi amplamente adoptado pelos místicos, ocultistas e sociedades secretas até os séculos XVIII e XIX. A tradição começou em 1781, quando Antoine Court de Gébelin, um clérigo suíço, e também maçon, publicou Le Mond Primitif, um estudo especulativo que incluía o simbolismo religioso e seus remanescentes no mundo moderno. Primeiro, De Gébelin, afirmou que o simbolismo do Tarot de Marselha representava os mistérios de Ísis e Thoth. Posteriormente, De Gébelin, afirmava que o nome "tarot" viria das palavras egípcias "tar", significando "rei, real", e ro, "estrada", e por isso o tarot representaria o "caminho real" para a sabedoria. O mesmo autor referiu que os ciganos, que estavam entre os primeiros a usar o tarot para uso divinatório, eram descendentes dos antigos egípcios (daí a semelhança entre as palavras gypsy e Egypt, em inglês, mas isto na verdade, é um estereótipo que atribuiram a qualquer tribo nómada), e introduziram as cartas na Europa.
Apesar disso, a identificação do tarot com o "Livro de Thoth" já estava firmemente estabelecidas na prática ocultista e segue como uma lenda urbana até aos nossos dias.