terça-feira, 16 de setembro de 2008

Milefólio “ achillea mil-folhas - mil-em-rama”



Planta herbácea, perene e rústica, da família das compostas. Atinge de 30 cm a 1 m de altura.


Origem: Europa, América do Norte, Norte de Ásia e Sul da Austrália.
O milefólio é citado na mitologia grega como uma planta usada numa infusão onde Aquiles, recém-nascido, foi mergulhado para que se tornasse invencível. Daí a originou o seu nome Achillea. Foi usada também ne guerra de Tróia para curar os ferimentos dos guerreiros. Já o nome millefólio ou mil-em-rama é devido à forma das suas folhas muito recortadas. Muito usada em amuletos de protecção contra diferentes males e para afastar os ladrões; colocada debaixo do travesseiro, faz sonhar com o príncipe; os druidas usavam caules de milefólio para adivinhar o tempo e na China era usado para ler o I-Ching (O livro das Mutações).


Cultivo: Em solo bem drenado, perméavel e ensolarado, moderadamente rico e húmido. Não é uma
planta de interior. Propaga-se por sementes ou divisão da raiz. Se as flores murchas forem cortadas, a planta floresce uma segunda vez. Esta planta fortalece e estimula todas as ervas vegetais plantados na sua proximidade.


Utilização: As flores secas são usadas como decoração. Na culinária, as folhas novas ligeiramente amargas e picantes podem ser adicionadas a saladas e molhos. Na cosmética, é usada em loção tónica para o rosto. Propriedades terapêuticas: cicatrizante de feridas de pele, ílceras internas, cólicas menstruais, hemorróidas, reumatismo e celulite.
Aromaterapia: O óleo essencial de milefólio pode ser usado em massagem, banho, shampôo, emplastro e compressa. Em blends, combina bem com óleos essenciais de angélica, camomila e melissa.


“ Uma plantinha de aparência singela e frágil, mas desde a Antiguidade tida como poderosa tanto na cura como na magia. O seu caule era usado na China para leitura do Oráculo I-Ching. Os druidas usavam-no para prever o tempo.”

domingo, 14 de setembro de 2008

Melissa “melissa officinalis”



Planta arbustiva, atinge de 20 a 80 cm de altura. Origem: Mediterrâneo. A melissa atrai as abelhas e o seu nome foi dado em homenagem a Melona, deusa grega protectora das abelhas. Os povos antigos colocavam as suas folhas frescas triturados em colmeias vazias para atrair os enxames que saíam em busca de novas colmeias.
O seu poder de rejuvenescimento é há muito tempo conhecido. A publicação London Dispensary recomendava, já em 1696, que o seu chá fosse tomado todas as manhãs para rejuvenescer e fortalecer o cérebro. A melissa sempre foi muito louvada nos escritos sobre ervas, pelos poderes de dissipar a melancolia, a apatia e combater a depressão.


Cultivo: A melissa cresce em solo húmido, com exposição ao sol e sombra ao meio-dia. Deve ser semeada na Primavera. Pode ser cultivada em vaso e dentro de casa,. As folhas devem ser colhidas com cuidado para não ferir a planta. Tem melhor aroma quando as flores começam a desabrochar.


Utilização: Com um suave perfume de limão, as suas folhas podem ser usadas em saladas, molhos e omoletas. Também dão um toque suave à salada de frutas, compotas, cremes de leite, ovos, sumo de frutas e vinho. Com inúmeras propriedades medicinais, é usada para diminuir gases e cólicas, estimula a transpiração, é calmante, sedativa, digestiva, age contra as insónias, enxaquecas, tensão nervosa, ansiedade e ajuda nos casos de traumatismo emocional.


Aromaterapia: O óleo essencial de melissa é anti-depressivo e sedativo. Pode ser usado em banho, fricção, massagem, cataplasma e infusão. Combina com óleos essenciais de limão, toranja, petitgrain, rosa, neroli, alecrim, gerânio, alfazema, ilangue-ilangue.


“ Uma plantinha delicada como o próprio nome. Na Antiguidade, creditavam a ela o poder do rejuvenescimento e de dissipar a melancolia.”

Tomilho “thymus vulgaris”



Sub-arbusto sempre verde. Atinge a altura de 8 a 40 cm. Existem inúmeras variedades, algumas rastejantes. Origem: Bacia Mediterrânea Ocidental. Thymus, do grego thymon, significa coragem. E os soldados romanos banhavam-se em água de tomilho para ter mais vigor. Já cavaleiros andantes, na Idade Média, levavam bordados com ramos de tomilho, oferecidos pelas suas damas para aumentar a coragem e a bravura. Também na Idade Média, era usado em formulas de “encantamento”. Inspiração dos poetas, desde os tempos de Virgílio, pelo aroma intenso e marcante. Símbolo de graça e elegância, a expressão “cheirar a tomilho” era usada na Grécia para expressar agrado.


Cultivo: Em solo leve, alcalino e bem arejado, com exposição ao sol. Semear na Primavera. Pode ser cultivado dentro de casa, desde que seja um local onde exista luz solar. Colher as folhas de Verão, de preferência quando estiver em flor.


Utilização: Na culinária, as folhas junto com louro e salsa formam ramos de cheiro. São também moderadamente usados em caldos, marinadas, recheios e sopas. O tomilho aromatiza conservas, tempera carnes e aves, principalmente quando cozinhadas em vinho. O cheiro é intenso e penetrante. As abelhas fazem um delicioso mel a partir do néctar das suas flores. É usado em infusão, como tónico digestivo, para aliviar a ressaca e, adoçado com mel, para tratar da tosse e garganta inflamada.


Aromaterapia: O óleo essencial de tomilho é anti-depressivo. Pode ser usado em banho aromático, escalda-pés, difusor, unguento, cataplasma e loção. Combina com óleo essencial de tea tree, alfazema, eucalipto-comum, limão, pinho, bergamota, melissa, toranja, palma-rosa, cipreste e alecrim.


“ A erva dos sonhos reveladores, da auto-estima, do amor e da fidelidade. (…) O seu aroma atrai as abelhas, que então produzem um mel muito saboroso.”

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Maravilhas “ calendula officinalis”



Planta anual e rústica com cerca de 35 cm de altura. Origem: Egipto. As alegres e vibrantes maravilhas são muito comuns nos jardins. Desde a Antiguidade tem sido muito cultivada e usada como decoração e em cosméticos egípcios e hindus. Persas e gregos aromatizavam e decoravam a comida com as suas pétalas douradas.


Cultivo: Planta muito resistente, tolera quase todo o tipo de solo, mas é preferível argila fina e muita exposição solar. Semear na Primavera, em jardim ou vaso. Para florescer continuamente é preciso que as flores murchas sejam cortadas. Colher as flores desabrocharem e as folhas ainda novas.


Utilização: As folhas novas podem ser salpicadas em saladas e guisados. As pétalas das flores, de gosto picante, dão cor e sabor aos alimentos como arroz, peixes, sopas, omoletas, iogurtes e muitos outros. As flores secas dão cor viva aos potpourris. As maravilhas são anti-sépticas e têm propriedades cicatrizantes.


“ Esta simples e adorável florzinha tem a cara da alegria. Enfeita muitos jardins e muitas mulheres, pois é usada como componente de produtos cosméticos (…) Na Antiguidade, os hindus decoravam com maravilhas os altares dos templos e os egípcios acreditavam no dom do rejuvenescimento.”

sábado, 23 de agosto de 2008

Miosótis “myosotis”



Planta herbácea perene, de ramagem rasteira, que atinge 25 cm de altura na fase de florescimento. Origem: Europa e Rússia. Nas tradições e lendas populares, é considerada o símbolo da fidelidade e do amor sincero e diz-se que as flores azuis são devidas às lágrimas derramadas pela Virgem Maria. Também conhecida pelo nome “não-me-esqueças”.


Cultivo: Em jardins e canteiros com boa permeabilidade e ricos em matéria orgânica.
Precisa de sol constante, mas não deve ficar exposta nas horas mais quentes do dia.
Misturar um pouco de areia à terra para aumentar a drenagem e evitar que a planta fique encharcada.
A propagação pode ser feita através de sementes ou por divisão da planta.


Utilização: O miosótis tem o poder de confortar o corpo e a alma e dar forças a quem perdeu um ente querido e até mesmo o gosto pela vida. È usada contra a bronquite crónica, tuberculose pulmonar, sangramento intestinal e suor nocturno.


“ Com a sua humildade e pequena flor azul, esta plantinha tem o dom de emocionar e curar diversos males do corpo e da alma.”

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Alteia “ althaea officinalis”



Planta herbácea, perene e rústica, chega a atingir, 2 m de altura. Origem: China. As folhas são grandes e aveludadas e as flores cor-de-rosa ou brancas desabrocham no fim do Verão e início do Outono.
Apreciada pelos egípcios e sírios, a erva foi citada por Pitágoras, Platão e Virgílio.
Os romanos usavam a alteia na sopa de cevada. Os herbanários antigos apreciavam as suas propriedades laxantes.


Cultivo: Em solo húmido e moderadamente fértil com exposição ao sol. Semear na Primavera. Apanhar as folhas sempre que necessário. As sementes devem ser colhidas depois da sua maturação estar completa. As raízes devem ser retiradas no Outono.


Utilização: As sementes frescas podem ser comidas sozinhas ou misturadas com nozes nas saladas. Flores e folhas novas também combinam com as saladas. As folhas fervidas podem ser usadas quentes ou frias para suavizar mãos secas e cabelos secos e, aliviar queimaduras solares. A raiz é utilizada no combate à tosse e às insónias.


“ Citada por Pitágoras e Platão, esta planta era usada de várias maneiras pelos antigos. Uma delas, formando, com outros componentes, um unguento que protegia a pele contra o fogo, tornando-a resistente a dores e a queimaduras.”

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Arruda “ruda graveolens”



Arbusto perene que atinge até 1 m de altura. Origem: Europa e Norte de África. Na antiguidade, era costume usar ramos de arruda para aspergir a água benta sobre as pessoas nas missas solenes. Era também muito usada para proteger contra as bruxarias, propiciar o dom da premonição e para prevenir de doenças contagiosas. A folha da arruda inspirou o desenho do naipe de paus nas cartas de baralho.


Cultivo: Em solo bem arejado e alcalino com exposição ao sol. Também suporta a sombra pouco densa. Planta de germinação lenta, reproduz-se a partir de sentes. Semear na Primavera. Pode ser cultivada dentro de casa, deixando o ambiente com um aroma delicioso, mas deve ser colocada em local exposto ao sol.


Utilização: As sementes são usadas em infusão com levístico e hortelã para marinar aves. As folhas são amargas, mas uma pequena poção dá um toque almiscarado aos pratos de ovos, de peixes e ao queijo amanteigado. Um delicioso molho para carnes pode ser feito misturando uma porção de folhas picadas, ameixas e vinho.
Tem propriedades terapêuticas para aliviar dores de cabeça, ciática, tosse, cólicas e gases. Usada no banho de animais domésticos, acaba com as pulgas. As folhas secas, que contêm um poderoso insecticida, pode ser esmagada e salpicada para repelir insectos.


“ Na Antiguidade, chamavam-na de erva da graça. Leonardo da Vinci, por exemplo, dizia que esta planta possuía poderes que ampliavam a sua criatividade. Na crença popular, colocar um galhinho de arruda atrás da orelha afasta a inveja e a maldade.”